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A Urtiga Verde e o seu efeito anti- histamínico natural

A Urtiga Verde tem muitas propriedades benéficas para a nossa saúde, talvez a mais surpreendente seja a sua ação anti-histamínica.

A Urtiga Verde como é vulgarmente conhecida, assim como Urtiga Maior, embora a primeira seja a mais comum. No entanto, o seu nome científico é Urtica Dioica.

É uma planta perene, com uma altura de 1,5 metros, dioica (que tem flores unissexuais em caules separados), sem pétalas mas com muitos estames no cálice. Da raiz saem vários caules que estão cobertos de “pelos” assim como as folhas, estas contêm um liquido irritante que produz ardor quando entra em contacto com a pele. As flores estão em cachos e separadas de acordo com o sexo.

Existem muitas subespécies de Urtica Dioica, mas a mais comum é a nativa da Europa e da Ásia, distribuída pelas zonas temperadas. Estas geralmente vivem em locais não cultivados com terrenos geralmente húmidos, embora a principal característica do terreno seja a sua riqueza em nitrogênio.

Princípios ativos da Urtiga Verde

A sua composição química consiste principalmente em clorofila, clorofila ácida, serotonina, provitamina A e C… também contém uma substancia, a secretina, que é um dos melhores estimulantes estomacais.

Em relação às suas propriedades medicinais, apesar de ser considerada uma erva selvagem, tem muitos benefícios. A urtiga verde tem efeitos diuréticos, ativando a circulação, analgésicos, estimulantes do sistema digestivo, antirreumático, anti-inflamatório, antialérgico, anti-histamínico….

Pode ser aplicada externamente, é um dos maiores estimulantes conhecidos, cozinhada como qualquer vegetal, tomada como infusão ou como suplemento.

É possível que o uso menos conhecido da urtiga verde seja a sua capacidade para combater alergias e rinites. Por via oral, pode reduzir a quantidade de histamina produzida pelo organismo, devido a um alérgeno. Por isso, é um bom remédio natural para a alergia primaveril, algumas semanas antes de começar os primeiros sintomas.

Contraindicações

Embora os preparados de Urtica Dioica não sejam tóxicos, estes não são recomendados durante a gravidez e lactação. Em crianças, devido ao seu alto teor de nitrato. Na retenção de líquidos devido a uma redução na função cardíaca e renal.

5 anti-histamínicos naturais para combater a alergia

Hoje falamos dos princípios ativos naturais com efeito anti-histamínico e antiinflamatório que nos podem ajudar a lidar com os sintomas da alergia as gramas e outras plantas

Se não é alérgico ao pólen não sabes quais são os sintomas de exaustão. A medida que vai aumentando a concentração de pólen na atmosfera, a comichão nos olhos, o cansaço e a congestão apoderam-se de nós … e tornando-se em alguns casos muito irritante.

Mesmo não estando na Primavera, não estamos livres das alergias. O pólen de oliveira, pinheiro e gramas continuam dando luta durante o verão, e até o inicio do inverno.

Hoje falaremos de como apaziguar os sintomas da alergia, uma vez que estes estão aí e com produtos naturais.
Recordámos que uma das suas vantagens é que não produzem sonolência, como a maior parte dos medicamentos anti-histamínicos.

5 princípios naturais ativos com efeito anti-histamínico

1. Magnésio: os legumes, os cereais integrais em grão ( aveia, espelta e centeio ), as sementes de sésamo e as frutas ( melão, pêssego, pêra e abacate) contém magnésio que inibe a libertação de histamina e produz um efeito broncodilatador.

2. Quercetina: a cebola, o alho, os espinafres, os brócolos, a couve-flor, as couves de Bruxelas, o pimento vermelho e a maçã contêm este flavonoide que produz atividade antioxidante e tem efeito anti-inflamatório ( inibe as enzimas que intervêm em uma inflamação) e reduz a libertação de histamina ( estabilizando as células de molécula óssea que lá sintetizam e armazenam). Também, potencia a ação da vitamina C, atuando de forma sinergica.

3. Vitamina C: Também é capaz de inibir, por si só, a libertação de histamina. Neste caso, a gerada por parte dos leucócitos. A couve verde, os brócolos, a couve-flor, os pimentos e algumas frutas ( kiwi, papaia, laranja, morango) contem Vitamina C. As suas propriedades antioxidantes ajudam também a proteger as células do sistema respiratório de radicais livres causados pela alergia.

4. Vitaminas do grupo B: presentes em frutos secos, cereais integrais, legumes, milho, abacate, levedura de cerveja e vegetais verdes em geral. Têm um efeito anti-inflamatório sobre o organismo e que ajuda no processo analgésico.

5. Omega 3: É um ácido gordo que participa nos processos inflamatórios inibindo-os e contribui para um melhor funcionamento do sistema imunológico. Podemos encontrá-lo em grão de bico, brócolos, nabos, alface e várias sementes ( chia, abóbora e cânhamo).

Para além de incluir estes alimentos na nossa dieta, podemos introduzir como apoio suplementos produzidos à base dos mesmos, assim como outras plantas que produzem, de forma natural, um efeito anti-histamínico, como o sol-de-ouro, o sabugueiro, a cúrcuma, a urtiga verde, a fumaria e a raiz de alcaçuz.

Também existe uma combinação dos princípios ativos enumerados anteriormente com extratos secos de plantas mencionadas. Por exemplo, de Quercitina e Vitamina C com extrato seco de sol-de-ouro e de urtiga verde que fornecem, também, componentes de valor acrescentado como a N-Acetilcisteína, que ajuda na respiração, a fadiga e protege contra os fatores ambientais.

Que podemos fazer para prevenir os sintomas das alergias

  • Evitar o contacto do polen com as mucosas de boca, nariz e olhos.
  • Evitar acudir a zonas de concentração de pólen e gramas, como parques, campo e outros.
  • Usar óculos de sol e mascaras de proteção
  • Anti-histamínicos: Mas cuidado! Podem produzir sono e diminuição da atenção
  • De carro, sempre com as janelas fechadas e o ar acondicionado em circuito fechado, com filtros de pólen.
  • Evitar deslocações em bicicleta ou mota.
  • Em casa, usar aspirador e toalhetes húmidos
  • Se vai passear tenha em conta que as maiores concentrações de pólen ocorrem na primeira hora da manhã e última hora da tarde.