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As proteínas Whey no rendimento desportivo

Os batidos de proteínas do soro de leite (Whey protein) são uma alternativa saudável para uma melhor recuperação e um aumento efetivo de massa magra.

Tão importante quanto praticar exercício físico, é recuperar o corpo para estar pronto para o próximo treinamento. Cada vez que um estímulo muscular acontece, as fibras sofrem micro rupturas e iniciam um processo de reconstrução após a pratica desportiva. Nas horas que se seguem à finalização do exercício, os músculos estão a chamar por nutrientes para recuperar-se.

Aqui é onde entra uma boa alimentação, suplementação adequada e descanso. Os batidos de proteínas são cada dia mais usados como alternativas saudáveis para uma melhor recuperação e um aumento efetivo da massa magra. Aliados com uma dieta equilibrada e um treinamento adequado a cada tipo físico, maximizam os resultados e criam mais adeptos em todo o mundo pela sua pureza, efectividade e facilidade de uso.

O que são as proteínas do soro?

O soro do leite é um subproduto obtido durante a elaboração do queijo. Contem, principalmente, lactose, proteínas como substâncias de importante valor nutricional, minerais, vitaminas e gordura. O leite de vaca esta composto num 20% de soro de leite é num 80% de caseínas (outro tipo de proteína). No leite materno isto é ao contrário, está composta por um 80% de soro de leite e 20% de caseínas, pelo que podemos afirmar que as proteínas do soro do leite são mais semelhantes ao leite humano.

O soro do leite de vaca é submetido a um processo de ultra e microfitração, um processo tecnológico que não utiliza substâncias químicas nem calor. A filtragem é totalmente mecânica, onde, com cada passagem, as sucessivas membranas do filtro vão eliminando a gordura indesejável, o colesterol e a lactose, dando origem ao que se denomina whey protein.

No entanto, existem outros processos de elaboração, e dependendo do que seja utilizado para a obtenção de whey, algumas proteínas podem ser desnaturalizadas e perder a capacidade de serem absorvidas pelo organismo.

Tipos de proteínas ‘Whey’

Existem diferentes tipos de whey protein de acordo com o processo de elaboração.

  1. Concentrados de proteínas de whey. A sua elaboração implica a eliminação das cinzas, a maior parte da lactose do leite, o agua e alguns minerais.
  2. Isolados de proteínas de whey. São as que maior concentração de proteínas fornecem, ~90% ou mais, já que na sua elaboração se produz uma significativa eliminação da gordura e da lactose contida no soro lácteo. É melhor digerida e apta para intolerantes a lactose.
  3. Hidrolisado de proteínas de whey. Muitos produtos nutricionais para o desporto, fórmulas para crianças e fórmulas de uso médico, utilizam produtos com soro de proteínas hidrolisado. O processo de hidrólise degrada as proteínas em segmentos mais pequenos chamados de péptidos. Os peptidos são cadeias mais pequenas de aminoácidos. Isto faz que as proteínas sejam mais fáceis de digerir e reduz o risco potencial de reacções alérgicas às proteínas lácteas. Também são aptas para intolerantes à lactose.

As proteínas do soro de leite são altamente digeríveis e rapidamente absorvidas pelo organismo, estimulando a síntese de proteínas no sangue e nos tecidos, ao ponto que alguns cientistas as classificam como proteínas de metabolização rápida. Por meio de estudos foram observados resultados muito positivos em relação com a composição corporal: diminuição do peso, redução da gorduña corporal, aumento da densidade mineral dos ossos, aumento da massa magra, glucógeno muscular e hepático e melhora da força. De modo geral, o consumo de whey protein não substitui a uma alimentação equilibrada e adequada para cada estilo de vida.

Em futuros artigos, explicarei outros suplementos que são realmente interessantes para melhorar o rendimento desportivo, como os aminoácidos ramificados, a L-Glutamina e a Creatina.

Bibliografía

  • Hoffman, J. R. & Falvo, M. J (2004). Protein- Which is the best?. J. Sports Sci Med., 13, 118-130
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  • Candow, D. G., Burke, N. C., Smith, T. & Burke, D. G (2006). Effects of whey protein and soy protein supplementation combined with resistance training in young adults. Int J. Sports Nutr Exerc. Metabol., 16, 233-244
  • Fitzgerald R, et al, 2003. Hypotensive peptides from milk proteins. Journal of Nutrition, 134:S980S988.

As alergias adiantam-se as mudanças climáticas

As alergias começaram antes do tempo, consequência de uma meteorologia incomum para esta época do ano.
Conselhos para prevenir os sintomas.

As alergias ao pólen no inverno

Certamente muitos de vocês têm percebido as alterações neste inverno devido as mudanças climáticas. E quem é que ainda não foi surpreendido por imagens como as amendoeiras em flor cobertas de neve? Os especialistas alertam sobre o avanço da polinização de certas plantas e o impacto direto para surtos alérgicos junto da população fora do comum. Inclusive há quem confunda os sintomas gripais com os primeiros sintomas de uma alergia.

Vemos claramente que as alterações climáticas estão diretamente relacionadas com o ressurgimento destas alergias, resultado de uma avançada polinização, consequência do aumento das temperaturas e da falta de chuva.

A primeira coisa que queremos é entender, tanto quanto possível, este fenómeno e tentar encontrar formas mais eficazes para reduzir os sintomas desta rinite, que podem acabar com problemas de saúde muito mais graves.

Uma polinização que dura mais dois meses do que o habitual

As condições meteorológicas registadas este inverno estão acelerando a floração de muitos frutos e plantas. Isto leva a que as pessoas que sofrem de alergias estejam a sentir os primeiros sintomas e ajuda a prolongar um período de polinização, que normalmente começa em abril e termina em julho.

Cada vez há mais pessoas que sofrem de alergias

Os últimos estudos sobre alergias estimam que 20% da população sofre de algum tipo de alergia e que 65% deve-se à polinização. A cada ano aumenta a percentagem de população afetada. O diagnóstico precoce é importante, especialmente em crianças, pois muitos episódios alérgicos podem acabar, segundo os especialistas em asma ou rinites.

Está claro que este ano, quem sofre de alergias tem que atravessar um período mais longo com sintomas, afetando, dessa forma, a sua qualidade de vida, tornando qualquer tarefa cotidiana mais complicada e também afetando o desempenho na escola e no trabalho.

A contaminação faz com que as alergias sejam mais fortes

A alergia mais comum nesta época do ano é ao pólen de Cupressaceae, com concentrações a multiplicarem-se por 15, nos últimos 30 anos.

Este problema acentua-se nas grandes cidades, onde a concentração de partículas aumenta os sintomas de alergias.

Os especialistas prevêm que no domínio agrícola e do campo, em geral, é tudo muito verde e florido é que o trigo, cevada e centeio, geram muito mais pólen do que em outros anos, pelo que se prevê um longo e complicado período de alergias.

O que podemos fazer para prevenir os sintomas das alergias

  • Evitar o contacto do pólen com as mucosas da boca, nariz e olhos.
  • Evitar frequentar as áreas de concentração elevada de gramíneas como parques, campos de golfe, etc.
  • Usar óculos e máscaras.
  • Anti-histamínicos. De salientar que estes podem causar sonolência e diminuição da atenção.
  • Conduzir com as janelas fechadas e o ar condicionado com circuito fechado e com filtros de pólen.
  • Evitar deslocações de bicicleta ou mota.
  • Em casa, utilizar aspirador e toalhetes húmidos.
  • Se vai passear a que ter em conta que as maiores concentrações de pólen ocorrem na primeira hora da manhã e na última da tarde.

Alergias e nutrição

Temos que ter em conta que a alimentação e outros hábitos saudáveis nos podem ajudar a prevenir ou aliviar os sintomas de alergias. Fornecemos-lhe algumas dicas.

  • Ingerir frutas cítricas, frutos vermelhos e vegetais ricos em Vitamina C e vitamina B5, pois estes tem um poder anti-histamínico importante, ajudando a manter o nosso corpo livre de substâncias tóxicas.
  • Os peixes azuis com altos níveis de Omega 3 ajudam-nos como anti-inflamatórios naturais contra espirros e mal-estar.
  • Os minerais como o magnésio e o enxofre que podem ser encontrados em muitos alimentos, frutas, vegetais, legumes, sementes, cereais e frutos secos em geral.
  • Muito importante contra as alergias, quercetina, uma substância encontrada normalmente em frutas e legumes, como maçãs, cebolas, etc.
  • Bromelina que é encontrada no abacaxi.
  • A principal protagonista é a Urtiga Verde, pois esta tem sido um remédio tradicional contra os sintomas de rinite alérgica pelo seu conteúdo de polissacarídeos e de quercetina com propriedades anti-inflamatórias e imuno-reguladoras.

Por último, devemos ter em atenção que o tabaco e o álcool são maus hábitos de vida que têm um impacto de forma muito direta em pessoas que sofrem de alergias, pois eles contêm tóxicos que agravam os sintomas de histaminas.

Se tens alergia, não hesites em evitar estes sintomas a partir de agora, uma vez que este ano se intensificaram as alterações climáticas.