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Alivie os sintomas do cólon irritável graças a fitoterapia

Sofre de cólon irritável? A curcuma, o aloé vera, o gengibre ou a menta são algumas das plantas que vão ajuda-lo a diminuir a dor

Já ouviu falar da doença de cólon irritável? Sofre dela?

O cólon irritável é uma doença intestinal que provoca dores abdominais e mudanças no trânsito intestinal, alternando episódios de diarreia e obstipação.

Controlar a alimentação é uma boa forma de evitar o mau-estar e os ataques desta doença, pelo que devemos evitar bebidas com gás, comida pré-cozinhada, açúcares refinados e alimentos flatulentos como a couve-flor, o grão de bico, o alface… porque tudo isso piora os sintomas do cólon irritável.

Também se deve manter um horário fixo de refeições e (claro) aumentar a toma de água.

Além da alimentação, a fitoterapia é uma grande aliada nesta patologia, pois existem diversas plantas para aliviar os sintomas, como por exemplo:

Para diminuir a dor:

  • CURCUMA: alivia os espasmos e gases, já que é um anti-inflamatório muito potente.
  • CAMOMILA: já que tem, entre ouras muitas, propriedades sedativas e digestivas, muito necessárias para diminuir os gases e desta forma a dor abdominal. Recomenda-se tomar entre 2 e 3 infusões ao dia para notar melhoria.
  • MENTA: usa-se para neutralizar o ácido, aliviar os gases e a dor abdominal
  • VALERIANA: diminui a dor, a ansiedade, o inchaço…
  • GENGIBRE: Tem um alto poder anti-bacteriano, muito útil em problemas intestinais. Podemos toma-lo em infusão, ralando um pouco de raiz de gengibre em água a ferver. Tomar três vezes ao dia para diminuir a inflamação.
  • ALOÉ VERA: sara a mucosa que está no cólon reduzindo a irritação e a inflamação, diminuindo assim as dores intestinais.

Para parar a obstipação:

  • DENTE DE LEÃO: tem umas propriedades laxativas muito suaves.
  • MAGNÉSIO: em forma de carbonato ajuda a regular o trânsito intestinal.
  • SEMENTES DE CHIA MOÍDAS: ajudam da mesma forma que o magnésio a regular o trânsito intestinal.

Para parar a diarreia:

  • SALVIA: tem um alto poder adstringente.
  • ARANDOS: servem para regular o sistema digestivo. Têm muitas propriedades adstringentes, da mesma forma que a salvia, e podem reduzir a diarreia.

Hábitos que aplicar as suas rotinas

  • Tente não alterar-se com frequência: Evite o stress e as situações de muita tensão, porque existe uma grande conexão entre os sistema nervoso e o intestino, e por isso, com o aparelho digestivo. Aplique técnicas de relaxamento, como o ioga, e notará os benefícios.
  • Procure praticar algo de exercício para libertar endorfinas e aliviar a tensão. Sair a correr é uma das melhores opções.
  • Coma e mastigue devagar, para que as digestões sejam o menos pesadas possível e os nutrientes sejam absorvidos de melhor forma.

A importância do magnésio no nosso metabolismo

O magnésio participa nas mais de 300 reações bioquímicas. O seu défice causa desconforto muscular, dores de cabeça, fadiga ou perda de apetite

O magnésio desempenha um papel importante no nosso metabolismo. Participa em mais de 300 reações bioquímicas, envolvendo-se na produção de energia, regulação do metabolismo da glicose e lipídios, além da correta formação de ossos e dentes.

Foram observadas deficiências moderadas de magnésio em pessoas com hipertensão, síndrome metabólica e diabetes mellitus. Na verdade, demonstrou-se que a suplementação de magnésio tem um efeito positivo na pressão sanguínea e nos parâmetros gluco-metabólicos.

Além de relaxante muscular, ele também desempenha um papel na regulação do relógio biológico.

Apesar de sua importância, grande parte da população não consome a dosagem diária recomendada (DDR) de magnésio, nem através da dieta, nem através de suplementos dietéticos, sendo essa ingestão inferior a 80 % do que é recomendado.

Sintomas de falta de Magnésio

A falta de magnésio no nosso corpo pode provocar:

  • Dor de cabeça e maxilar devido a tensões
  • Fadiga, cansaço e fraqueza
  • Perda de apetite
  • Cólicas menstruais
  • Insônia e ansiedade
  • Taquicardia
  • Formigueiro, entorpecimentos e tremores …

Quais são as fontes de magnésio nos alimentos?

Entre os alimentos que contêm magnésio, encontram-se os vegetais de folhas verdes, frutos secos, sementes, chocolate preto (superior a 75% de cacau) e algas. Abaixo mostra-se o conteúdo de magnésio em alimentos comuns (expresso em miligramas) por 100 gramas:

  • Sementes de Abóbora – 532
  • Farelo de Trigo – 490
  • Gérmen de Trigo – 336
  • Amêndoas – 270
  • Caju – 267
  • Melaço – 258
  • Levedura de Cerveja – 231
  • Trigo Sarraceno – 229
  • Nozes do Brasil – 225
  • Dulse (alga Palmaria Palmata) – 220
  • Avelãs – 184
  • Amendoins – 175
  • Milhete – 162
  • Grão de Trigo – 160
  • Sementes – 142
  • Nozes – 131
  • Centeio – 115

Magnésio e desporto

A ingestão de RDA de magnésio evita a acumulação de ácido láctico após o esforço físico e, portanto, diminui o tempo de recuperação do organismo após o esforço. O magnésio é vital para a contração e relaxamento dos músculos ao fazer qualquer movimento, tanto voluntário como involuntário.

Estudos demonstraram que a necessidade de magnésio aumenta à medida que o nível de atividade física dos indivíduos aumenta. Uma redução na capacidade de exercício pode ser um aviso de deficiência de magnésio no organismo. Uma vez que os níveis deste mineral foram restaurados, a resistência ao stress aumenta novamente.

Devemos suplementar-nos?

A RDA (ingestão diária recomendada) de magnésio para mulheres adultas é de 310 mg e para homens 400-420 mg. Mas os nossos hábitos de vida afetam a absorção de magnésio.

O alto consumo de álcool, café ou açúcar contribui para reduzir os níveis de magnésio no organismo.

RDA de magnésio

Bebés

  • Menores de 6 meses: 30 mg/dia*
  • De 6 meses a 1 ano: 75 mg/dia*

*IA ou ingestão adequada

Crianças

  • De 1 a 3 anos: 80 mg
  • De 4 a 8 anos: 130 mg
  • De 9 a 13 anos: 240 mg
  • De 14 a 18 anos (rapazes): 410 mg
  • De 14 a 18 anos (raparigas): 360 mg

Adultos

  • Homens adultos: 400-420 mg
  • Mulheres adultas: de 310-320 mg
  • Grávidas: de 350-400 mg
  • Mulheres amamentando: de 310-360 mg

Em alguns casos, o consumo de alimentos fortificados e suplementos dietéticos poderia fornecer nutrientes que, de outra forma, não seriam consumidos nos valores mínimos recomendados. No entanto, a suplementação não deve ser a nossa primeira escolha. De acordo com as Diretrizes Dietéticas para os americanos, as pessoas devem obter a maior parte dos nutrientes nos alimentos.

O magnésio encontrado naturalmente em alimentos é inofensivo e não há necessidade de limitar o seu consumo. Em pessoas saudáveis, os rins eliminam o excesso através da urina. Mas devemos ter em mente que o limite máximo de magnésio proveniente de suplementos dietéticos e medicamentos não deve ser excedido, a menos que seja por recomendação médica.

Em indivíduos saudáveis, é importante começar a recomendar a ingestão diária de mais nozes e sementes e reduzir a quantidade de produtos alimentares que podem interferir com essa absorção, para chegar à RDA recomendada.

No entanto, devia-se aconselhar o consumo de suplementos de magnésio a pessoas com hipocalcemia, uma vez que é uma manifestação proeminente de deficiência de magnésio em seres humanos. Além disso, o magnésio também é importante no metabolismo e / ou na ação da vitamina D.

Bibliografía

  1. Dietary Reference Intakes for Calcium, Phosphorus, Magnesium, Vitamin D, and Fluoride. (1997). Institute of Medicine (US) Standing Committee on the Scientific Evaluation of Dietary Reference Intakes. Washington (DC): National Academies Press (US)
  2. Kass L, Weekes J, Carpenter L. (2012). Effect of magnesium supplementation on blood pressure: a meta-analysis. European Journal of Clinical Nutrition, 66, 411–418
  3. Cosaro, S. Bonafini, M. Montagnana, E. Danese,M.S. Trettene,P. Minuz,P. Delva,C. Fava (2014). Effects of magnesium supplements on blood pressure, endothelial function and metabolic parameters in healthy young men with a family history of metabolic syndrome. Nutrition, Metabolism & Cardiovascular Diseases. Volume 24, Issue 11, Pages 1213–1220
  4. Lindsy S Kass, Filipe Poeira. (2015). The effect of acute vs chronic magnesium supplementation on exercise and recovery on resistance exercise, blood pressure and total peripheral resistance on normotensive adults. Journal of the International Society of Sports Nutrition.
  5. Jean Durlach, Nicole Pagès, Pierre Bac, Michel Bara, Andrée Guiet-Bara. (2005). Magnesium depletion with hypo- or hyper- function of the biological clock may be involved in chronopathological forms of asthma. John Libbey Eurotext. Volume 18, numéro 1.
  6. Brenda C. T. Kieboom, Maartje N. Niemeijer, Maarten J. G. Leening, Marten E. van den Berg, Oscar H. Franco, Jaap W. Deckers, Albert Hofman, Robert Zietse, Bruno H. Stricker, Ewout J. Hoorn. (2016) Serum Magnesium and the Risk of Death From Coronary Heart Disease and Sudden Cardiac Death. Journal of the American Heart Association.
  7. http://www.fen.org.es/anibes/archivos/documentos/ANIBES_numero_14.pdf
  8. Yijia Zhang, Pengcheng Xun, Ru Wang, Lijuan Mao, Ka He. Can Magnesium Enhance Exercise Performance? Nutrients2017, 9(9), 946
  9. Sara Castiglioni, Alessandra Cazzaniga, Walter Albisetti, Jeanette A. M. Maier. (2013). Magnesium and Osteoporosis: Current State of Knowledge and Future Research Directions. 5(8): 3022–3033.

Comece o novo ano combatendo a retenção de líquidos

Objetivo para 2018 …. Combater a retenção de líquidos?

Embora afete em maior percentagem as mulheres em determinadas épocas relacionadas com desequilíbrios hormonais – como os dias antes da menstruação, gravidez ou menopausa-, ninguém está a salvo de sofrer retenção de líquidos.

Além disso, esta patologia geralmente aparece devido a causas muito comuns, tais como:

  • O calor, que dilata os vasos sanguíneos e os deixa mais porosos, o que favorece a saída da água dos vasos e evita que os tecidos a absorvam.
  • A imobilidade prolongada, sentada ou em pé.
  • Uma alimentação rica em sal e/ou pobre em proteínas.
  • Um desequilíbrio hormonal, durante a gravidez, os dias antes da menstruação ou menopausa.
  • Certos medicamentos, particularmente corticosteroides, anti-hipertensivos, tratamentos neurolépticos e tratamentos hormonais.
  • Certas doenças: insuficiência venosa, renal ou cardíaca alteram o sistema de regulação do fluído e causam edema mais ou menos grave.

Por sua vez, os principais sintomas de retenção de líquidos são manifestados:

  • Por um inchaço dos tecidos, afetando os pés, os tornozelos e as pernas.
  • Também pode ocorrer inchaço na barriga ou no rosto, especialmente durante o período pré-menstrual.
  • Por último, o rápido aumento de peso pode ser uma manifestação desta patologia.

Truques para evitar a retenção de líquidos

1. Evite usar roupas apertadas: as roupas que apertam demais obstruem a circulação e dificultam a expulsão correta de fluidos, seguindo os canais habituais do organismo. E, com isso, também entram as meias ou o tamanho dos sapatos. Evite usar calçado muito justo ou o seu corpo sofrerá.

2. Pratique algum exercício: É obvio que, devido ao trabalho, muitas pessoas permanecem sentadas quase o dia todo, algo que custa muito para corrigir quando volta para casa porque a fadiga impede que faça algum exercício físico.

3. Beba dois litros de água por dia: Se o consumo de água for insuficiente, ele deve ser aumentado bebendo todo o tipo de líquidos (água, chá, sopa), consumir alimentos ricos em água (alcachofra, repolho, aspargos, melancia, pepino, cenoura, alface) e potássio (leguminosas, cereais, gérmen de trigo e levedura)

4. O descanso é fundamental: Dormir o número de horas recomendadas é importante para uma vida saudável, mas especialmente para evitar a retenção de líquidos, sobretudo se esta ocorrer mais frequentemente nos membros inferiores.

5. O cuidado na alimentação: A primeira coisa a fazer é reduzir o consumo de sódio. Uma das principais fontes é o sal que usamos para cozinhar, por isso é necessário reduzir o seu consumo o máximo possível.

Se a retenção de líquidos se deve a uma fragilidade dos capilares, o consumo de frutos vermelhos, cítricos e chá verde, rico em vitaminas E e P, permite reforçar a parede.

Por outro lado, não limite demasiado o consumo de proteínas, o que deve ser suficiente para assegurar uma boa reabsorção da água. As nozes, amêndoas e cereais complexos são excelentes fontes proteicas e, além disso, satisfazem o apetite.

Não se esqueça dos alimentos com propriedades diuréticas, como o abacaxi, a papaia, a toranja ou mesmo endívia, espargos, aipo e alcachofra.

A nível natural, a Cavalinha, Solidago, Dente de Leão ou Zimbro também podem ser uns dos grandes aliados para o correto funcionamento do corpo. Pode tomá-los em infusões ou através de diferentes suplementos alimentares que aproveitam os extratos de cada uma dessas plantas, ajudando a depurar o nosso organismo e a eliminar as substâncias tóxicas que se acumulam.

Cinco objetivos saudáveis para um grande 2018

Quantas vezes já repetiu “ano novo, vida nova” agora que chegámos a 2018? Melhora a túa alimentaçao con cinco objetivos saudáveis

Em janeiro, enfrentámos novos desafios pessoais e profissionais, mas acima de tudo, saudáveis. A ideia de melhorar as nossas rotinas de vida torna-se uma obsessão depois da passagem de ano, embora, infelizmente, nem sempre conseguimos o que pretendemos fazer.

É verdade que as estatísticas revelam que grande parte dessas boas intenções são deixadas para trás e apenas metade de nos mantemos os nossos objetivos depois de seis meses. Mas este ano vamos marcar a diferença com esses 5 objetivos que nos ajudarão a melhorar e promover o nosso bem-estar de forma simples e progressiva.

Tenha em mente que os nossos objetivos devem ser realistas para não se frustrar e desistir no primeiro momento da mudança.

  1. Melhorar a dieta

Não se trata de mudar a alimentação de forma radical, mas de melhorá-la e de incluir ou eliminar certos alimentos.

Tente fazer 5 refeições por dia sem saltar nenhuma. O pequeno-almoço, por exemplo, é essencial. Não será suficiente com um café ou um copo de sumo, especialmente se o nosso trabalho nos impedir de lanchar a meio da manhã. Se você pensa em perder peso deve começar o dia de forma nutritiva para ter a energia necessária e não chegar a refeição com mais fome do que o normal. Lembre-se que, no mínimo, o pequeno-almoço deve incluir um lácteo (ou derivado), frutas e carboidratos.

No entanto, tente novas receitas com frutas e vegetais. Se os vegetais não são o seu forte, opte por incluí-los nos seus pratos graças aos Superalimentos, que apresentam o produto em pó sem perder nenhuma das propriedades e benefícios.

Também pode começar esta alimentação saudável através de smoothies, fáceis de tomar a qualquer hora do dia e uma opção muito completa e carregada de antioxidantes, minerais e vitaminas.

Uma grande “poção” para enfrentar os excessos do Natal!

Ah! E beba mais água, mas sem se esquecer. Entre 1,5 e 2 litros por dia.

  1. O exercício é obrigatório

Com exercício não queremos dizer unicamente ginásio. Existem outras alternativas que não requerem pagar uma mensalidade sem aproveitar o suficiente do investimento.

Se você é novo nesta atividade física comece com caminhadas. Considere caminhar mais a cada dia, deixando o carro estacionado para ir para o trabalho ou descer algumas ruas antes de voltar para casa. Suba e desça as escadas e planeie atividades ao ar live como caminhadas ou ciclismo para o seu tempo livre.

  1. Cuidado exterior

Falámos sempre em melhorar a nossa alimentação, mas o cuidado da nossa pele é fundamental para nos sentirmos bem. O exterior é a nossa principal proteção e o seu estado tem um impacto direto no organismo. Portanto, é fundamental que utilize proteção durante todo o ano, embora no inverno não precise de ser tão alta como no verão (exceto se for à neve).

Também deve hidratar a pele de dia e de noite, especialmente durante os meses mais frios para evitar secura e eczema.

No caso das mulheres, é essencial monitorar as rotinas faciais quando tirámos a maquiagem. Não o fazer ou fazer mal pode provocar consequências importantes, como ocorre com o uso de cosméticos com substâncias tóxicas.  Comece o ano apostando na cosmética ecológica, elaborada à base de extratos vegetais e sem parabenos.

  1. Dormir o suficiente

Geralmente, não damos ao descanso a importância que merece. Para evitar o inicio do ano acumulado de cansaço, adote uma medida muito simples: tente deitar-se, todos os dias, 5 minutos antes do que costuma, para o seu corpo se habituar e enfrentar o desafio de dormir, entre 7 e 8 horas por dia.

Lembre-se que a falta de sono tem um efeito negativo na nossa saúde. Claro, nunca vá para a cama imediatamente após o jantar e, é claro, evite a ingestão abundante de carboidratos e açúcar.

Mantenha a temperatura ambiente entre 17 a 20 graus e ventile o quarto diariamente para melhorar a oxigenação. Por outro lado, é aconselhável que atividades como ler ou ver televisão sejam feitas fora da cama.

  1. Menos stress e mais organização

Aproveite os ingredientes naturais que podem fornecer uma energia extra ao seu dia a dia de forma saudável, como Geleia Real, Ginseng, Guaraná ou Coenzima Q10.

Se o stress se tornar crónico, aumentará o risco de sofrer de insónia, depressão, obesidade ou doença cardíaca. Longas horas de trabalho, falta de sono, falta de exercício ou uma má alimentação não tardará a afetar a nossa saúde.

Para fazer isso, pegue numa agenda e comece a organizar os seus “deveres” para o novo ano. As listas podem ser um grande aliado em muitos aspetos da nossa vida. Isso ajudará na hora de fazer as compras para não preencher o carrinho com produtos que não deve incluir na sua dieta, para executar as suas tarefas domésticas sem adiá-las por muito tempo ou planear os seus menus semanais.

E, depois de ler isto, você atreve-se a melhorar o novo ano?

 

 

 

 

 

 

Dez conselhos para usufruir de um Natal saudável

Explicamos como evitar ganhar peso, aumentar os níveis de colesterol e açúcar no sangue ou a retenção de líquidos

O Natal é uma das épocas mais esperadas do ano, embora também das mais temidas no que se refere à nossa alimentação.

Os excessos no comer podem cair mal, provocando digestões pesadas, obstipação, diarreia e, especialmente, um aumento de peso em poucos dias.

No entanto, existem uma serie de conselhos que nos podem ajudar a usufruir de umas festas sem alterar muito nossa rotina diária para não começar o ano a pagar as consequências.

Dez recomendações que não devemos esquecer

1 – O mais importante de tudo é a planificação:

Não deixe a organização das refeições do natal para o último dia, porque acabaremos por pagar mais caro e deixaremos a nossa alimentação praticamente ao acaso.

Escolha bem os produtos que precisa, desta forma será mais consciente de que alimentos são mais baixos em gorduras, e terá mais tempo para elaborar as sobremesas em vez e as comprar. Assim, não vai renunciar aos doces, mas sim as calorias e açúcares acrescentados.

Um truque: inclua Superalimentos nas suas receitas. Estará fornecendo sabor, muitos nutrientes e vitaminas e os benefícios serão notáveis. (Consulte a listagem de receitas que temos no blog)

2 – Respeite, na medida do possível, os horários:

O nosso corpo está habituado as rotinas no que se refere as refeições. Caso contrário, começaremos a comer entre as principais refeições para não sentir fome e o consumo de calorias aumentará de forma notável.

Este conselho também pode ser aplicado ao nosso descanso. É claro que as reuniões familiares e as festas vão levar a que nos deitemos mais tarde, mas devemos tentar dormir umas sete ou oito horas para não acumular cansaço e nos sentirmos mais alterados. Lembre-se que a falta de sono aumenta o consumo de calorias.

Se passa as festas longe de casa, opte por tomar melatonina para conciliar o sono no menor tempo possível. Igualmente se tem preparada alguma viagem com uma diferença de horas importante. Com a melatonina, também ajudará a aliviar a sensação subjetiva do jetlag.

3 – Planifique o resto das refeições:

Se já sabemos que uma das refeições será abundante, elabore o resto de uma forma mais ligeira. Atenção! Isto não quer dizer que falhe alguma refeição, pois será muito pior para o seu organismo. Tente incluir algumas frutas e legumes ao longo do dia. A melhor forma do fazer é em smoothies ou batidos. Conseguirá saciar-se de forma natural e poderá usufruir da refeição ou jantar com menos fome e sem a intenção de comer demais.

4 – Coma tranquilo e relaxado

Se queremos que a refeição não nos faça mal, é muito importante comer tranquilos, relaxados e usufruindo de cada prato. Isso sim, sempre com moderação. Caso isto não seja possível, existem ingredientes naturais que podem ajudar-nos a dizer adeus a uma digestão pesada, como é o caso do Boldo, a Alcachofra, o Dente de Leão ou o Cardo Mariano. Podemos ingeri-los tanto em infusões como em forma de suplemento alimentar. Em caso de optar por um suplemento, também entra nesta listagem a Papaína, uma substancia extraída da Papaia que facilita o processo digestivo pela sua ação proteolítica.

5 – Que a energia não falte:

Todos sabemos que enfrentamos dias muito compridos e de bastante stressantes. Visitas familiares, compras de presentes sem fim, refeições abundantes, crianças sem aulas… É muito importante começar o dia com vitalidade, pelo que complete o seu pequeno almoço com ingredientes naturais como a Geleia Real, Magnésio, Ginseng ou Guaraná, com os que conseguirá ter mais energia e um fornecimento vitamínico extra.

6 – Sem esquecer o nosso peso:

Não nos devemos desleixar, nem tão pouco esquecer de seguir uma rotina para manter um peso saudável, sobretudo quando fizemos esforços todo o ano para comer saudável ou fazer exercício…

Por isso, a nossa recomendação é experimentar o Quitosan, uma substância que age de forma direta no tubo digestivo, recobrindo as gorduras consumidas na dieta e agindo como uma espécie de camada de gel. A gordura elimina-se então de forma natural sem ser absorvida pelo organismo. O seu uso correto evitará que mais gorduras se somem as que já temos no organismo. O Quitosan é uma fibra que tem a sua origem na casca de alguns crustáceos marinhos como caranguejos e camarões.

Se for alérgico ao marisco, no entanto, é melhor que aposte por ingredientes como o Chá Verde, o Mango Africano, o Arando Vermelho ou a Cavalinha, pelo seu efeito drenante e diurético.

7 – Atenção com a obstipação ocasional:

É um dos problemas mais comuns quando alteramos a nossa alimentação e pode transformar-se num pesadelo, pelo que temos que aprender a depurar o organismo atempadamente para ajudar a restabelecer as funções intestinais. Componentes naturais como o Aloe Vera, o Funcho, a Genciana ou a Ameixa em pó ajuda-nos a recuperar a nossa flora intestinal sem sofrer danos colaterais.

8 – Refeições saudáveis:

Durante as longas refeições limite o consumo de doces. Aposte pelas sobremesas caseiras realizadas com Superalimentos como o Açúcar de Bétula, de muito baixo índice Glicémico (7 de 64 que o açúcar comum tem), infusões em vez de café ou o consumo de frutos secos, que também são uma alternativa muito saudável.

9 – Evite o sedentarismo:

Aproveite a visita dos mais pequenos da família para organizar planos ativos. Pode fazer patinagem com eles, brincar na neve, passear ou fazer as compras de natal em companhia para que não tenha a necessidade de ir de carro a todos os sítios. Assim poderá fugir do abuso do sofá e passar mais tempo do que o necessário sentado.

10 – Os brindes, com moderação:

Aumento de peso é, ainda, uma das primeiras consequências do consumo excessivo de álcool, que pode afetar a coordenação de movimentos, causar efeitos depressivos e, no longo prazo, a degeneração do fígado.

Pode misturar o vinho branco com água mineral para reduzir a quantidade de álcool ingerido, ou diretamente optar por outras bebidas não alcoólicas. Por exemplo, meio litro de cerveja contém aproximadamente 200 calorias, o equivalente a quatro maçãs.

Inclua nos seus brindes cocktails sem álcool, baseados em frutas, ou experimente bebidas ecológicas, como a sidra ou o vinho sem álcool. E, perante os excessos, nada melhor que o Cardo Mariano, para restabelecer o funcionamento do organismo com naturalidade.

Moringa: O melhor amigo das mães

O conteúdo em vitaminas, minerais e aminoácidos tornou-se um ótimo recurso natural para evitar a falta desses nutrientes básicos.

Curiosamente, o nosso título não trata de nenhum produto para as crianças que facilitem a vida as suas mães, mas esse é o nome que é dado em muitas regiões para a árvore de Moringa (Moringa oleífera) o “melhor amigo das mães” porque, em teoria, aumenta o leite materno, de acordo com alguns estudos científicos.

Moringa é uma planta cujo uso e aproveitamento remontam vários séculos. No entanto, tem incorrido fortemente em nossa cultura algumas décadas atrás. O motivo? A FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) começa a alocar recursos para aumentar e melhorar o cultivo de Moringa, devido ao seu uso industrial, nutricional e medicinal.

Para muitos, é um grande desconhecido, portanto, gostaria de mostrar uma visão geral e reservar outra entrada para conhecer suas aplicações medicinais em profundidade.

A Moringa, pode ser utilizada em pelo menos duas formas e com aplicações diferentes:

  • Moringa em pó é a folha seca e pulverizada, proporcionando um ótimo valor nutricional: proteínas, aminoácidos e uma ótima representação de vitaminas e minerais, muito útil para complementar a dieta e restaurar um défice nutricional.
  • Outra das apresentações, que está se tornando cada vez mais importante, é o uso de Moringa sob a forma de um extrato concentrado, onde a presença de certos fitocompostos (substâncias que só ocorrem nas plantas) é reforçada. Para optar por todas as propriedades, é necessário usar extratos concentrados em polifenoles, que mostraram ação contra danos celulares, efeito anti-inflamatório, ação antibacteriana e ação antidiabética, entre outros.

Em alimentação

Quanto às suas principais propriedades, deve notar-se que suas folhas frescas são saborosas em saladas, sopas, com ovos ou qualquer outro alimento salgado, mas também bastante perecíveis e devem, idealmente, ser consumidos no dia da colheita.

As vagens não amadurecidas também podem ser consumidas como feijão verde, e muitas vezes são encontradas em sopas. O pó de folha seca oferece uma alternativa para aqueles que não podem cultivar a planta no quintal ou que não têm acesso a uma fazenda. O pó seco pode ser adicionado a um prato de farinha de aveia, smoothies, chá, sopas e qualquer alimento depois de ter sido cozido. Para aqueles que não gostam de sabor picante, o pó de moringa também está disponível em cápsulas e misturas de chá.

Principais benefícios

Embora mais tarde, vamos detalhar as propriedades saudáveis de Moringa, não podemos terminar esta publicação sem destacar alguns dos principais benefícios que traz para o nosso corpo para que você possa se familiarizar com a planta.

  1. Ajuda a aumentar as defesas naturais do corpo.
  2. Pode ser benéfico para ter um sistema circulatório saudável.
  3. Atúa como antioxidante.
  4. Pode ser benéfico para manter os níveis de açúcar no sangue.
  5. Promove uma digestão adequada.
  6. Funciona como um possível anti-inflamatório.
  7. É uma interessante fonte de energia.

Sem dúvida, uma planta para descobrir e, sem dúvida, será falada por muito tempo

Bibliografía

  1. Bennett et al., 2003; Fahey, 2005; Mbikay, 2012. The properties of its phytochemicals, such as flavonols and phenolic acids were related to the antiinflamatory, antioxidant and antibacterial activities
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Gripes e catarros? Descobre como reforçar o seu sistema imunológico

Suplementos naturais como o reishi, o shiitake, o própolis ou a equinácea ajudarão a nos proteger dos patogénios externos e o nosso sistema imunológico.

Chega novamente o frio, os abrigos e, inevitavelmente, o catarro irritante e resfriados já são típicos desses tempos. O nosso sistema imunológico está projetado para nos proteger de patógenos externos, entre outras coisas, por isso é importante que ele funcione em um equilíbrio correto.

Quando nossas defesas são baixas, somos muito mais vulneráveis a infeções e doenças, por isso é importante fortalecer nosso sistema imunológico sobretudo nessas situações.

A continuação, veremos alguns dos suplementos naturais mais estudados devido as suas propriedades imunoestimulantes:

  • Reishi e Shitake: representam dois dos fungos mais utilizados desde a antiguidade devido às suas propriedades fortes imunológicas, anti-inflamatórias, antifúngicas, antivirais e antitumorais. Sua composição é rica em ingredientes ativos, como polifenóis e polissacarídeos.

O Reishi é um fungo “Ganoderma lucidum” tradicionalmente cultivado em países asiáticos. Atualmente, há um grande número de publicações científicas que apoiam seu uso como um potenciador do sistema imunológico, entre muitas outras propriedades.

Outro fungo muito popular na cultura asiática é shitake. Demonstrou-se que sua composição rica, que destaca a quantidade de polissacarídeos lentinanos, estimula a imunidade em muitas situações. A maioria dos estudos tem focado no papel desse polissacarídeo como preventivo de tumores.

Terapeuticamente, o uso de fungos é recomendado de forma sinérgica para obter um efeito maior, portanto, uma combinação destes dois tipos pode ser perfeita para nos ajudar a aumentar nossas defesas, estabilizar o açúcar no sangue, aumentar nosso desempenho e vitalidade, etc…

  • Própolis: O própolis é uma substância resinosa criada pelas abelhas para manter suas colmeias estéril. É uma substância altamente valorizada em nutrição e cosméticos naturais devido às suas múltiplas propriedades.

É importante que seja de boa qualidade para garantir seus benefícios, pois a origem é importante, uma extração correta e uma boa conservação. O própolis descentrado e padronizado é mais puro e mais rico em ingredientes ativos garantidos.

Entre as múltiplas propriedades que lhe são atribuídas destaca-se:

  • Efeito antiviral;
  • Reforço do sistema imunológico, aumento das defesas;
  • Regulação do apetite;
  • Antibacteriano intestinal.

Todas essas propriedades fazem da própolis um dos suplementos naturais mais poderosos para nos ajudar a prevenir e tratar os resfriados e resfriados típicos dessas datas.

  • Equinácea: Trata-se de uma planta originária da América do Norte utilizada tradicionalmente para a prevenção e tratamento de catarros, gripes, feridas, mordeduras de serpentes, etc.…, devido as suas propriedades imunoestimulantes.

A planta equinácea é a mais conhecida e estudada das plantas que ajudam o sistema imunológico. Possíveis mecanismos de ação foram descritos pelo qual modula o sistema imunológico, como, por exemplo, aumentando a produção de células T alie interferão, aumentando a mobilidade das células imunes ao foco da infeção, etc.

O seu consumo é recomendado de forma preventiva em períodos anteriores a datas em que geralmente pegamos frio como inverno ou primavera para evitar alergias, etc.

Indicações: resfriados, infeções, dores de garganta, tosse, gripe, etc.

  • Vitamina C: A vitamina C apresenta um dos micronutrientes essenciais ao nosso organismo para manter um bom nível de defesas e um sistema imunológico ótimo. Demostrou-se que uma carência desta vitamina torna-nos mais suscetíveis a certos agentes patogénicos.

Vários estudos observaram que a presença de vitamina C no nosso organismo é reduzida em estados de doença, porque as células do sistema imunológico acumulam-se para desempenhar a sua função.

Um estado de stress oxidativo é comum na maioria das doenças. A vitamina C é um antioxidante conhecido e poderoso que protege as células de espécies reativas de oxigénio, de modo que reduza o stress oxidativo em processos patológicos, melhorando o seu prognóstico e gravidade.

É importante saber que a vitamina C está presente de forma natural em muitos alimentos, como frutas e vegetais, que devemos ingerir na nossa dieta diária.

  • Geleia Real: A Geleia Real é uma substância de grande valor ecológico e extraordinariamente nutritiva, feita pelas próprias abelhas como alimento para as larvas trabalhadoras durante os primeiros dias de vida e para a abelha rainha durante a sua vida. Entre as suas propriedades, destaca-se a grande capacidade de estimular o crescimento.

Devido à sua excelente composição em água (60%), proteínas (13%) (ricas em aminoácidos essenciais), ácidos gordos em grande valor biológico (que permitem a sua conservação) (5%), hidratos de carbono (13%), vitaminas do grupo B e vitaminas lipossolúveis e alta concentração em minerais (sódio, ferro, cobre, etc) foram atribuídos vários benefícios ao seu consumo como:

  • Energia
  • Sistema nervoso estimulante
  • Maior oxigenação dos tecidos
  • Estimulador do crescimento
  • Hidratação e elasticidade da pele
  • Antivírica, antibacteriana e antifúngica.

Ao optar por um suplemento de Geleia Real, devemos ter em conta a concentração desta em 10 HDA, uma vez que é a substancia que nos determinará a qualidade da geleia. Os padrões de qualidade determinaram que uma geleia de qualidade deve ter uma quantidade mínima de 3% de 10 HDA.

  • Lactoferrina: Trata-se de uma proteína globular presente no leite dos mamíferos, de modo que passa da mãe para o bebe e lhe fornece muitos benefícios, aumentando o sistema imunológico. Esta proteína tem efeitos imunorreguladores, estimula ou inibe os componentes humorais e celulares da imunidade envolvidos na prevenção e tratamento de situações patológicas múltiplas.
  • Outros suplementos naturais que devemos ter em consideração ao aumentar as nossas defesas são: tomilho, sol dourado, verbascum, pinheiro, erva-doce, acerola, etc.

Tenha em mente que uma nutrição adequada e um estilo de vida saudável ajudará o nosso sistema imunológico a funcionar adequadamente e, em caso de suplementação, é sempre importante consultar um profissional, para encontrar o suplemento que melhor se adapte às nossas necessidades.

A L-Carnitina ajuda a queimar gorduras?

A nossa colaboradora Ángela G. Diñeiro analisa, através de estudos científicos, a eficácia da L-Carnitina quando se trata de queimar gordura.

A suplementação com L-Carnitina para o controlo de peso obtém melhores resultados quando combinada com hábitos de vida saudáveis, boa alimentação e exercício físico.

Se temos como objetivo ajudar o nosso organismo a diminuir a gordura corporal, é fundamental que a suplementação com L- Carnitina combine-se com hábitos de vida saudáveis, boa alimentação e exercício físico.

Enquanto que anteriormente falámos sobre o uso da L-Carnitina na atividade desportiva, hoje concentrámo-nos em analisar se realmente ajuda a diminuir a gordura corporal.

Existem certos estudos onde foram obtidos resultados a favor da ação “queima gordura” da L-Carnitina, onde se pode observar que:

  • A realização de um exercício aeróbico em bicicleta, acompanhada de uma ingestão de 4 g/dia dividida em duas tomas durante 24 semanas, aumentou a L-Carnitina ao nível muscular. Assim, seria melhorar o envio de ácidos gordos às mitocôndrias das células. [1]
  • Em pessoas sem deficiência de L-Carnitina, ingeriram 3g/dia dividida de 3 tomas, durante 10 dias, demonstrou de forma conclusiva que produziu oxidação aumentada de ácidos gordos de cadeia longa [2]
  • Em homens jovens e saudáveis, que realizam atividades físicas de baixa intensidade, a ingestão de uma bebida que contenha 1,36g de L-Carnitina e 80g de hidratos de carbono, duas vezes ao dia, durante 12 semanas, aumentou o conteúdo de Carnitina muscular, e impediu um aumento de 18% na massa gorda corporal associado com a administração de suplementos de hidratos de carbono. [3]

Mas também é verdade que existam outros estudos que não foram capazes de demonstrar a eficácia deste suplemento, uma vez que a oxidação de gorduras não foi diretamente relacionada à ingestão de L-Carnitina.

  • Existem estudos que refletem que uma ingestão de 4-6g/dia durante 7-14 dias [4,5] não tem efeito sobre a oxidação da gordura ou a redução do glicogénio muscular em condições de exercício que maximizem a oxidação de ácidos gordos.
  • Em adultos obesos, houve uma melhoria na oxidação de gordura após a ingestão de 3g/dia durante 10 dias, mas os investigadores afirmaram que essa melhoria poderia ser desencadeada pelo aumento do metabolismo como resultado do exercício e dieta, entre outros, portanto, esses resultados podem não ser iguais em pessoas com peso normal, saudáveis ou atletas [6].
  • Em mulheres pós-menopáusicas e com sobrepeso moderado que caminham 30 min por dia/4 dias por semana, e tomaram 2g/dia durante 8 semanas de L-Carnitina, não foram afetadas pela perda de peso, composição corporal ou marcadores de metabolismo gordo, mas pelo aumento do gasto energético em repouso [7], o que poderia ser uma consequência do próprio exercício.

Apesar de um grande número de literatura descrevendo os mecanismos básicos do metabolismo da L-Carnitina, continua a haver alguma incerteza quanto aos efeitos de suplementação oral de L-Carnitina na oxidação de ácidos gordos. Além disso, a maior parte das pesquisas existentes são muito antigas, pelo que deveriam fazer-se mais pesquisas para explorar os efeitos desse suplemento.

Bibliografía

  1. Wall, B.T., Stephens, F.B., Constantin-Teodosiu, D., Marimuthu, K., Macdonald, I.A. & Greenhaff, P.L. (2011). Chronic oral ingestion of L-carnitine and carbohydrate increases muscle carnitine content and alters muscle fuel metabolism during exercise in humans. The Journal of Physiology, 589, 963-973.
  2. Müller, D.M., Seim, H., Kiess, W., Löster, H. & Richter, T. (2002). Effects of oral L-carnitine supplementation on in vivo long-chain fatty acid oxidation in healthy adults. Metabolism 51(11), 1389-1391.
  3. Stephens, F.B., Wall, B.T. & Marimuthu, K. (2013). Skeletal muscle carnitine loading increases energy expenditure, modulates fuel metabolism gene networks and prevents body fat accumulation in humans. The Journal of Physiology, 591, 4655-4666.
  4. Vukovich, M., Costill, D. & Fink, W. (1994). Carnitine supplementation: effect on muscle carnitine and glycogen content during exercise. Medicine & Science in Sports & Exercise, 26, 1122-1129.
  5. Barnett, C., Costill, D.L., Vukovich, M.D., Cole, K.J., Goodpaster, B.H., Trappe, S.W. & Fink, W.J. (1994). Effect of L-carnitine supplementation on muscle and blood carnitine content and lactate accumulation during high intensity sprint cycling. International Journal of Sport Nutrition and Exercise Metabolism, 4, 280–288.
  6. Wutzke, K.D. &, Lorenz, H. (2004). The Effect of L-Carnitine on fat oxidation, protein turnover, and body composition in slightly overweight subjects. Metabolism, 53, 1002-1006.
  7. Villani, R.G., Gannon, J., Self, M. & Rich, P.A. (2000). L-Carnitine supplementation combined with aerobic training does not promote weight loss in moderately obese women. International Journal of Sport Nutrition and Exercise Metabolism, 10(2), 199-207.

O magnésio regula o sono?

O magnésio pode ser muito útil para reduzir o cansaço e a fadiga, combater o stress, ansiedade e depressão, diminuir espasmos, etc.

As férias muitas vezes mudam a nossa rotina e os nossos ciclos de sono. Ou por estar passando alguns dias em uma segunda casa com um colchão diferente, seja pela mudança de horários ou pelo jet lag no caso dos mais viajantes. O magnésio foi referido como um regulador do sono. Embora não seja milagroso (não cairemos na cama) pode ser muito útil para melhorar vários fatores que influenciam o sono.

O que é o magnésio?

O magnésio é um mineral que forma parte da estrutura dos ossos, músculos, sangue e tecidos e intervém nas mais de 300 reações enzimáticas, funções motoras (relaxar e contrair os músculos), do sistema nervoso e participa no processo metabólico (do cálcio, por exemplo). De acordo com a Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA), o magnésio contribui para:

  • Diminuir o cansaço e a fadiga;
  • Alcançar o equilíbrio eletrólito e o metabolismo energético normal;
  • O normal funcionamento do sistema nervoso e dos músculos;
  • A normal síntese proteica e a função psicológica normal;
  • O mantimento dos ossos e dentes em condições normais;
  • O processo de divisão celular.

Por outro lado, segundo numerosos estudos, o magnésio pode ajudar-nos a aliviar e a tratar diferentes sintomas e patologias que indiretamente influenciam o sono:

  • Ajuda-nos a diminuir o cansaço e fadiga [1];
  • Relaxar e gerenciar o stress [2];
  • Combater a ansiedade [3] e a depressão [3,4];
  • A diminuir tics, espasmos musculares e caibras nas pernas [5,6];
  • A tratar as enxaquecas [7].

Magnésio como regulador do sono

Segundo Ancient Minerals, o Magnésio tem um efeito neuroprotetor crucial em cada uma das fases do sono. Se temos um défice de magnésio, essas fases perdem a sua ordem harmônica, começando a ser erráticas e com efeitos imprevisíveis. A publicação enfatiza que é precisamente chamado de ciclo do sono porque todos esses estágios estão interrelacionados: se alguém for perturbado durante o sono, os neurónios ficam atordoados, dando origem, na maioria dos casos, à insónia.

O Magnésio intervém no abrandamento do metabolismo, explica a publicação, e na redução da temperatura do cérebro que o corpo precisa para recuperar da sua atividade diária. Segundo Ancient Minerals, também ajuda a regular as hormonas responsáveis, não só para ajudá-lo a adormecer, mas também, para não acordar a meio da noite.

A serotonina é um neurotransmissor intimamente relacionado à melatonina. Na verdade, uma das funções da serotonina é induzir a produção de melatonina, hormona relacionada ao ciclo de sono. O nosso organismo necessita de magnésio para poder gerá-lo a partir de um aminoácido essencial chamado triptofano.

Onde encontrámos o Magnésio?

Os vegetais de folhas verdes (ricos em clorofila) como espinafres, acelga ou couve-flor, fornecem grandes quantidades de magnésio, bem como sementes de abóbora, girassol ou sésamo. Mas o alimento que mais proporciona Magnésio é o cacau (é por isso que, quando estamos tristes, queremos comer chocolate). O limão, a toranja e os figos também possuem um alto teor deste mineral, bem como alguns frutos secos (nozes, amêndoas e castanha de caju), o arroz integral, milho, milhete e os produtos com soja.

O painel de Especialistas em Produtos Dietéticos, Nutrição e Alergias (NDA) da EFSA revisou em 2015 a quantidade de ingestão recomendada de Magnésio:

  • 350 mg/dia para os homens;
  • 300 mg/dia para as mulheres;
  • entre 170-300 mg/dia para as crianças, de acordo com a idade.

Através da alimentação, é difícil alcançar essa dose diária de magnésio, de modo que a suplementação é uma solução muito interessante para nos ajudar a adormecer.

Existem suplementos que contêm magnésio entre os seus ingredientes. Assim, por exemplo, alguns colagénios marinhos são reforçados com magnésio porque facilitam a sua assimilação. Também podemos encontrar carbonato de magnésio. Em qualquer caso, devemos observar a percentagem de CDR (Quantidade Diária Recomendada) que o rótulo indica. Para se certificar de que é a dose certa, esse valor deve ser de 100%.

Se quisermos, podemos complementa-lo com infusões de plantas relaxantes, como valeriana ou passiflora. Para saber mais produtos naturais que podem ajudar a adormecer e melhorar o relaxamento, leia o nosso post Dormir Bem, fundamental para a tua saúde, que também reúne algumas dicas para melhorar o sono.

Bibliografía

  1. Cox I.M., Campbell M.J., & Dowson D. (1991). The Lancet. Red blood cell magnesium and chronic fatigue syndrome, 337, No. 8744, pp. 757‐767.
  2. Seelig, M.S., MD, MPH, Master CAN (1994). Journal of the American College of Nutrition. Consequences of Magnesium Deficiency on the Enhancement of Stress Reactions; Preventative and Therapeutic Implications, 13, No. 5, Pg 429‐446.
  3. Jacka, FN; Overland, S; Stewart, R; Tell, GS; Bjelland, I; & Mykletun, A (2009). Australian and New Zealand Journal of Psychiatry. Association between magnesium intake and depression and anxiety in community‐dwelling adults: the Hordland Health Study, 43, No. 1, pp. 45‐52.
  4. Eby GA, Eby KL (2006). Medical Hypothesis. Rapid recovery from major depression using magnesium treatment, Vol 67, No 2, pp. 362‐370
  5. Hornyak M, Voderholzer U, Hohagen F, Berger M, & Riemann D (1998). Magnesium therapy for periodic leg movements‐related insomnia and restless legs syndrome: an open pilot study, Vol21, No. 5, pp. 501‐5.
  6. Roffe C, Sills S, Crome P, Jones P (2002). Medical Science Monitor. Randomised, cross‐over, placebo controlled trial of magnesium citrate in the treatment of chronic persistent leg cramps, 8, No. 5, CR326‐30.
  7. Bigal, ME; Bordini, CA; Tepper, SJ, & Speciali, JG (2002). Cephalalgia. Intravenous Magnesium Sulphate in the Acute Treatment of Migraine Without Aura and Migraine with Aura. A Randomized, Double‐Blind, Placebo‐ Controlled Study, 22, No. 5, pp. 345‐353.

As especiarias também possuem propriedades saudáveis?

Além do seu uso culinário, as especiarias contêm abundantes fitonutrientes, que são aliados do sistema imunológico e ajudam a prevenir doenças.

Pois é! Não só servem para dar sabor e cor aos nossos pratos, como também existem numerosos estudos científicos que demonstram a eficácia das especiarias culinárias na prevenção e tratamento de diversos problemas de saúde.

E o seu uso remonta às primeiras civilizações: cereais de açafrão, o gengibre ou os grãos da pimenta preta estão entre as especiarias mais antigas.

Ao longo da história, estas foram mercadorias muito valiosas, as nações têm lutado para controlar as rotas comerciais e até mesmo descobriram novas terras na sua busca.

São originárias da Índia, Indonésia e outras zonas do Sul e Sudeste Asiático e tradicionalmente foram utilizadas como remédio para tratar doenças na medicina chinesa e indiana.

Contêm fitonutrientes abundantes, isto é, compostos vegetais que reforçam a saúde e, além disso, alguns deles são únicos das especiarias, não podemos obtê-los das frutas e legumes.

Mas vamos falar mais concretamente sobre alguns deles:

ALHO

Trata-se de uma das especiarias mais características da cozinha portuguesa. O seu forte aroma é devido à alicina, o seu ingrediente mais ativo.

A dieta mediterrânea está associada a uma boa saúde cardíaca, devido em parte, ao uso abundante de alho na cozinha.

Observou-se que os suplementos do alho:

  • Reduziam a pressão arterial em indivíduos com hipertensão e inibição da agregação plaquetária, protegendo contra doenças cardiovasculares.
  • Por outro lado, pode-se constatar que o alho reduz o colesterol total e os triglicéridos.
  • No caso de pessoas com aterosclerose, o alho reduz a formação de placa no interior das artérias, podendo prevenir a formação de trombos que obstruam a passagem do sangue causando um ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral.

Além disso, trata-se de um poderoso agente anti-infecioso e pode ajudá-lo a prevenir resfriados e gripe.

Ok, nem todo o mundo gosta de comer um ou dois dentes de alho por dia, mas se quiser tirar proveito das suas propriedades, use-o nas suas receitas ou tome suplementos alimentares que contenham alho em pó.

A minha recomendação? Procure por aqueles que são alho preto, uma vez que eles mantêm as suas propriedades, mas são mais fáceis de digerir e não tem o sabor e o odor do alho branco.

GENGIBRE

É outra especiaria muito apreciada tanto para cozinhar como para a preparação de bebidas. Por exemplo, ginger ale surgiu da adição do gengibre à cerveja. Também se pode preparar chá de gengibre ou aromatizar o café com esta especiaria. Mas quais são os benefícios que nos fornecem?

  • Ajudam a mitigar todo o tipo de náuseas. Desde as associadas ao movimento (como viagens de carro, barco ou avião), passando pelas da gravidez e até as provocadas por medicamentos.
  • É rico em gingeróis, um fitonutriente com propriedades anti-inflamatórias, antibacterianas e antivirais. Assim, alguns estudos observaram que o seu uso em pessoas com artrite pode reduzir os sintomas.
  • Também foi demonstrado que o gengibre encurta o tempo de esvaziamento gástrico para que possa ser potencialmente benéfico para aqueles que sofrem de acidez estomacal, inchaço ou flatulência por um processo digestivo muito lento.

TOMILHO

Característico da cozinha francesa, enriquece guisados, sopas e molhos fornecendo um sabor e aroma intenso. É rico em óleo volátil denominado timol que tem um potente efeito antisséptico. Observou-se o seu efeito na luta contra várias doenças causadas por vírus e bactérias e foram tiradas as seguintes conclusões:

  • Acalma a tosse produzida por um excesso de muco em infeções respiratórias, pelo que pode ser um ótimo aliado para melhorar resfriados, gripe ou bronquite aguda.
  • Melhora a respiração e previne a aparição de cáries. Por isso, é usado como componente em enxaguamentos orais e em um tipo de verniz dental.
  • Elimina com eficácia H. pylori, uma bactéria responsável por úlceras do estômago.

Também é rico em monoterpenos, outros fitonutrientes com efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios. Investigou-se as suas propriedades protetoras e curativas como protetor do DNA ou envelhecimento neuronal.

CANELA

Geralmente é usada na preparação de pratos doces. Se gosta de cozinhar, suponho que já a usou muitas vezes ao preparar tortas, cookies, biscoitos … quem nunca adicionou um pouco de canela a alguma nata? Mas ironicamente, a canela ajuda a controlar os problemas de açúcar no sangue.

  • Em um estudo realizado em diabéticos do tipo II, observou-se uma diminuição da hemoglobina glicosilada. É um teste que permite o controlo do açúcar no sangue, analisando a quantidade de glicose associada aos glóbulos vermelhos.
  • Além de diminuir os níveis de açúcar no sangue, também foi observada uma diminuição nos níveis de LDL (o chamado “colesterol ruim”) e triglicerídeos que usam a canela diariamente.
  • Em pessoas saudáveis, o seu consumo melhora a sensibilidade à insulina, melhorando a capacidade do corpo para processar e armazenar a glicose.

Bibliografía

  1. Aggarwal, B. and Yost, D. (2015). Especias curativas. Madrid: Gaia Ediciones.