Porque a equinacea ajuda ao sistema imunitário?

Porque a equinácea ajuda ao sistema imunitário?

A equinácea ajuda a prevenir e aliviar resfriados. Hoje explicamos porque estimula o sistema imunitário ao mesmo tempo que ajuda em problemas inflamatórios.

A Equinácea é uma planta da família das alteração, com uma linda flor púrpura. Seu nome procede do termo grego echino (com espinhas), pela forma da sua flor central, amarela com forma de picos.

Como já adiantávamos neste post sobre fitoterapia, a Equinácea utiliza-se para prevenir e minimizar os efeitos das infecções víricas (resfriado, gripe, herpes), bacterianas ou infecções originadas por fungos. Hoje ampliamos a informação é perguntarmos quais são os princípios activos e processos que permitem que sirva como estimulante do sistema imunitário, ao mesmo tempo que possui uma acção anti-inflamatória.

A Equinácea como imunoestimulante

De acordo com diferentes estudos, a Equinácea conta com variados compostos como a equinacina, os equinacosideos e a insulina, que estimulam o sistema imunitário [2]. Ainda, tá,bem tem uma acção antivírus, bactericida e fungicida.

  • Elevam o conteúdo de glóbulos vermelhos no sangue e ajudam a que estes se desloquem mais rapidamente até as zonas de infecção.
  • Ajudam a potenciar a actividade das proteínas que impedem a entrada é proliferação dos vírus [3], o interferão.
  • Inibem as enzimas que fazem que os patogénicos sejam mais invasivos, as hialuronidasas. Este efeito inibidor não só ajuda ao sistema imunitário como bloqueia os mecanismos virais.
  • A Equinácea ajuda a estimular a capacidade dos macrofagos[4], células que intervêm na luta contra fungos como por exemplo o Candida Albicans.
  • Os equinacosideos e o ácido cafeico da planta ajudam a inibir o crescimento de bactérias que originam infecções urinárias e em feridas, conjuntivite, abcessos, meningite, pneumonia ou até no bacilo que causa a difteria.

A Equinácea como anti-inflamatório.

Também existem investigações que sugerem que os polissacarideos da Equinácea tem um efeito anti-inflamatório similar ao da cortisona. Por isso, é usada para tratar problemas inflamatórios, como artrite, ou até alterações da pele com acne, eczema ou outras patologias que, produzidas pelas bactérias, também estão relacionadas com inflamação.

Este efeito, junto com a sua capacidade de promover a regeneração celular, permite que a Equinácea também tenha uma acção cicatrizante.

Tipos de Equinácea

No que se refere aos suplementos alimentares e produtos do mercado chamados de “Equinacea” ou “Equinácea”, devemos ter em conta que as suas propriedades e usos dependem da sua composição. Isto se deve, em grande parte, a que cada fabricante utiliza material vegetal variável, tanto no relacionado às diferentes partes da planta usadas (raiz, flor, talo, folhas), os métodos de extracção, a apresentação e o acréscimo de outros ingredientes.

Normalmente, na fitoterapia, são usados, especialmente, duas variedades diferentes, a Equinacea Purpúrea e a Equinacea Angustifolia, ou até as duas ao mesmo tempo, para conseguir uma acção sinergica. Dependendo da variedade e parte da planta, pode encontrar-se maior ou menor concentração de polifenois, equinosideos e equinacina.

Assim, recomendamos que sempre que adquira um produto verifique os seus componentes e que tenha sido elaborado com extracto seco estandardizado. É a forma de verificar que foi usada a quantidade de planta em pó necessária para concentrar os princípios activos e que a quantidade destes é sempre a mesma em cada dosagem.

Outras recomendações

Em qualquer caso, foi publicado que o uso prolongado de dosagems muito elevadas pode reduzir a sua eficiência como estimulante imunitário ao longo do tempo, pelo que recomenda-se intercalar curtos períodos de descanso, ou rotar o seu consumo cada 15 dias com outros imunoestimulantes como o Propolis ou a Geleia Real.

Em caso de gravidez ou em período de amamentação, ou se sofre de alterações hepáticas, consulte com o seu medico antes de consumir Equinácea. Não deve ser consumido junto a certos medicamentos como inmunodepressores, com efeitos hepatotoxicos ou tratamentos relacionados com a quimioterapia tumoral.

Bibliografía

  1. Shah SA, Sander S, White CM, Rinaldi M, Coleman CI. Evaluation of Echinacea for the prevention and treatment of the common cold: a meta-analysis. Lancet Infect Dis (2007)
  2. Zhai Z, Liu Y, Wu L, Senchina DS, Wurtele ES, Murphy PA, et al. Enhancement of innate and adaptive immune functions by multiple Echinacea species. J Med Food (2007)
  3. Wacker A and Hilbi W, Virus inhibition by echinacea purpurea. Planta Médica, 33 (1978)
  4. Chen Y, Fu T, Tao T, Yang J, Chang Y, Wang M, et al. Macrophage Activating Effects of New Alkamides from the Roots of Echinacea Species. J Nat Prod (2005)

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