Candidiase, tipos e síntomas

Candidiase: tipos, sintomas e remédios naturais

As baixas defesas, o estrés, a excessiva tomada de antibióticos ou levar uma dieta rica em açúcares são os principais causantes desta infecção.

O que é a Candidiase, e porque se produz?

Se é maior de 15 anos e é mulher, é provável que venha a sofrer, alguma vez na vida, de candidiase vaginal. Mas, já ouviu falar desta infeção provocada por fungos da espécie Cándida? E como pode evita-la?

Isso sim, que as mulheres sejam as principais “vitimas” desta patologia – pela humidade da zona genital – não quer dizer que sejam as únicas, porque todo o mundo é susceptível de ter algum tipo de candidiase em algum momento (genital, bucal, intestinal, crónica…), já que acostuma aparecer em pessoas que contam com um sistema imunitário deficitário ou inexistente.

Diferentes tipos de gravidade

As candidiases são as micoses oportunistas mais frequentes que padecem os seres humanos. Manifestam-se de forma habitual como enfermidades leves das mucosas oral e genital, da pele e das unhas. Em raras ocasiões podem ser recalcitrantes ao tratamento ou voltar-se recorrentes.

No entanto, muito mais frequentes, mas com uma morbilidade e mortalidade muito elevadas, são as candidiasis invasivas, sobretudo porque as pessoas que as padecem sofrem doenças subyacentes graves, complicadas com a presença de neutropenia ou imunodeficiencia que dificulta a recuperação.

Quando aparece?

O primeiro que devemos de saber é que o Fungo Candida Albicans habita no nosso organismo de forma natural e em pequenas colónias que são controladas pelas bactérias favoráveis.

O problema aparece quando o corpo não pode fazer frente a esta invasão de fungos e estes começam a crescer demasiado depresa, chegando a provocar problemas de saúde importantes.

A descida de defesas do corpo é o principal motivo que impede travar o aumento do fungo, assim como o estrésse.

A tomada excessiva de medicamentos durante muito tempo.

Não mudar de roupa por vários dias. Desta forma, a transpiração seca-se no próprio corpo e gera um hábitat de maior humidade. O mesmo pode acontecer nos bebés que passam muito tempo com a mesma fralda.

Levar uma dieta rica em açúcar e farinhas refinadas (brancas), porque isto ‘alimenta’ ao fungo.

Tipos de candidiase mais comuns

Candidiase na pele–> Geralmente, produz-se nas zonas de dobras, como entre os glúteos, axilas e por baixo das mamas, propiciando comichão e pústulas.
Candidiase nas unhas–> Aparece, frequentemente, em pessoas que têm as mãos húmidas com bastante frequencia. Acostuma existir inflamação na inserção das unhas e aparecer vermilhão, assim como expulsar pus.
Candidiase na boca–> As comisuras bucais inflamam-se e produzem pequenas vesículas que podem doer. Este tipo de situação deve-se, principalmente ao défice de vitamina B, proteses dentais mal colocadas ou excesso de salivação.
Candidiase no aparelho reprodutor–> Na vagina ou no penis, que se caracteriza por comichão intensa, vermelhão, mau odor e, em ocasiões, podem aparecer placas esbranqueadas ou dor ao urinar.
Candidiase no aparelho digestivo–> Pode dar-se no esófago, no intestino, no anus ou no estômago, embora esta última é pouco frequente. Tendo, por exemplo, dificuldade ao engulir, sensação de ardor e dor no tórax.

Remedios naturais para prevenir e/ou tratar a candidiase

Por sorte, na maioria dos casos, esta infeção não resulta demasiado grave e pode ser tratada de forma natural (em caso de se produzir de forma prolongada e em repetidas ocasiões, sempre se deve consultar com um especialista).

Por isso, vamos destacas alguns superalimentos que podem nos ajudar a fazer frente a estes fungos e aos prevenir de uma forma muito simples mediante a nossa alimentação.

Shiitake: Um estudo em 2001 demostrou que o extrato livre de células de micelio fermentado inibiu o crescimento de C. albicans. Candida a qual é a principal causa de infeção por fungos nas mulheres. Pode ser consumido regularmente como alimento em cozidos, sopas, molhos e suplementos alimentares.

Reishi: Embora é ampliamente reconhecido nos paises de toda Ásia, o reishi é especialmente venerado na China, onde é receitado tanto para a pressão arterial como para a fadiga durante o crescimento durante pelo menos 2000 anos. Também chamada de cogumelo da inmortalidade, é habitualmente usada para reforçar o sistema imunitário, regular a baixa resposta imunitária, aumentar os monocitos, macrófagos e a atividade dos linfocitos. Também é antiinflamatório e demostrou-se que apoia ao corpo durante os estados de stress.

Erva de cevada: É uma importante fonte enzimática. Os benefícios da erva de cevada são um alto conteúdo em oxigénio, seu poder alcalinizante, desintoxicante, anti-inflamatório, antianémico, a sua ação como reparador do sono, físico e emocional. Repara o metabolismo, o sangue, a diabetes, asma, enxaquecas, artrite, fadiga e cansaço.

Alga Chlorella: A mais poderosa das algas. Ajuda à regeneração celular e a reforçar o sistema inmunitário. Repara o dano no DNA e RNA, pelo que ralentiza o envelhecimento. É um grande detoxicante, alacalizante, limpador do sangue, colon e sistema linfático. Elimina metais pesados e radioativos.

Maca: Neste caso, também nos interessa destacar a maca como fortalecedor e rejuvenescedor para todo o sistema endócrino, favorecendo e ajudando ao corpo na criação dos seus próprios hormônios na correta proporção para cada uma. As suas propriedades niveladoras da produção hormonal a transformam num alimento benéfico para aliviar os sintomas antes, durante e após a menopausa.

Echinacea: Trata-se de uma planta que pode aumentar a efectividade dos cremes antimicóticos padrão, no tratamento das infeções recorrentes vaginais por leveduras como a cándida.

Óleo de coco: Contém, naturalmente, um ólo gordo chamado ácido caprílico. Este anti-fungo interfere com o crescimento da Cándida e a reprodução ao fazer buracos nas paredes das células da levedura, fazendo que morram.

Sabía que…?

Embora existam descritas mais de 150 espécies de Candida, o 90 % das candidiases são causadas por 5 estirpes: C. albicans, Candida parapsilosis, C. glabrata, Candida tropicalis e Candida krusei. Outras estirpes , como Candida dubliniensis, Candida guilliermondii, Candida lisitaniae, Candida norvegensis e Candida rugosa, podem causar infecções de forma esporádica.

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