ergias ao polen

As alergias adiantam-se as mudanças climáticas

As alergias começaram antes do tempo, consequência de uma meteorologia incomum para esta época do ano.
Conselhos para prevenir os sintomas.

As alergias ao pólen no inverno

Certamente muitos de vocês têm percebido as alterações neste inverno devido as mudanças climáticas. E quem é que ainda não foi surpreendido por imagens como as amendoeiras em flor cobertas de neve? Os especialistas alertam sobre o avanço da polinização de certas plantas e o impacto direto para surtos alérgicos junto da população fora do comum. Inclusive há quem confunda os sintomas gripais com os primeiros sintomas de uma alergia.

Vemos claramente que as alterações climáticas estão diretamente relacionadas com o ressurgimento destas alergias, resultado de uma avançada polinização, consequência do aumento das temperaturas e da falta de chuva.

A primeira coisa que queremos é entender, tanto quanto possível, este fenómeno e tentar encontrar formas mais eficazes para reduzir os sintomas desta rinite, que podem acabar com problemas de saúde muito mais graves.

Uma polinização que dura mais dois meses do que o habitual

As condições meteorológicas registadas este inverno estão acelerando a floração de muitos frutos e plantas. Isto leva a que as pessoas que sofrem de alergias estejam a sentir os primeiros sintomas e ajuda a prolongar um período de polinização, que normalmente começa em abril e termina em julho.

Cada vez há mais pessoas que sofrem de alergias

Os últimos estudos sobre alergias estimam que 20% da população sofre de algum tipo de alergia e que 65% deve-se à polinização. A cada ano aumenta a percentagem de população afetada. O diagnóstico precoce é importante, especialmente em crianças, pois muitos episódios alérgicos podem acabar, segundo os especialistas em asma ou rinites.

Está claro que este ano, quem sofre de alergias tem que atravessar um período mais longo com sintomas, afetando, dessa forma, a sua qualidade de vida, tornando qualquer tarefa cotidiana mais complicada e também afetando o desempenho na escola e no trabalho.

A contaminação faz com que as alergias sejam mais fortes

A alergia mais comum nesta época do ano é ao pólen de Cupressaceae, com concentrações a multiplicarem-se por 15, nos últimos 30 anos.

Este problema acentua-se nas grandes cidades, onde a concentração de partículas aumenta os sintomas de alergias.

Os especialistas prevêm que no domínio agrícola e do campo, em geral, é tudo muito verde e florido é que o trigo, cevada e centeio, geram muito mais pólen do que em outros anos, pelo que se prevê um longo e complicado período de alergias.

O que podemos fazer para prevenir os sintomas das alergias

  • Evitar o contacto do pólen com as mucosas da boca, nariz e olhos.
  • Evitar frequentar as áreas de concentração elevada de gramíneas como parques, campos de golfe, etc.
  • Usar óculos e máscaras.
  • Anti-histamínicos. De salientar que estes podem causar sonolência e diminuição da atenção.
  • Conduzir com as janelas fechadas e o ar condicionado com circuito fechado e com filtros de pólen.
  • Evitar deslocações de bicicleta ou mota.
  • Em casa, utilizar aspirador e toalhetes húmidos.
  • Se vai passear a que ter em conta que as maiores concentrações de pólen ocorrem na primeira hora da manhã e na última da tarde.

Alergias e nutrição

Temos que ter em conta que a alimentação e outros hábitos saudáveis nos podem ajudar a prevenir ou aliviar os sintomas de alergias. Fornecemos-lhe algumas dicas.

  • Ingerir frutas cítricas, frutos vermelhos e vegetais ricos em Vitamina C e vitamina B5, pois estes tem um poder anti-histamínico importante, ajudando a manter o nosso corpo livre de substâncias tóxicas.
  • Os peixes azuis com altos níveis de Omega 3 ajudam-nos como anti-inflamatórios naturais contra espirros e mal-estar.
  • Os minerais como o magnésio e o enxofre que podem ser encontrados em muitos alimentos, frutas, vegetais, legumes, sementes, cereais e frutos secos em geral.
  • Muito importante contra as alergias, quercetina, uma substância encontrada normalmente em frutas e legumes, como maçãs, cebolas, etc.
  • Bromelina que é encontrada no abacaxi.
  • A principal protagonista é a Urtiga Verde, pois esta tem sido um remédio tradicional contra os sintomas de rinite alérgica pelo seu conteúdo de polissacarídeos e de quercetina com propriedades anti-inflamatórias e imuno-reguladoras.

Por último, devemos ter em atenção que o tabaco e o álcool são maus hábitos de vida que têm um impacto de forma muito direta em pessoas que sofrem de alergias, pois eles contêm tóxicos que agravam os sintomas de histaminas.

Se tens alergia, não hesites em evitar estes sintomas a partir de agora, uma vez que este ano se intensificaram as alterações climáticas.

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